domingo, 31 de janeiro de 2010

De vez em quando é bom!


Jornalista está sempre correndo. Se for mulher então, corre um pouco mais e reza pro dia ter 30 horas (como aquele banco)! A gente corre tanto, às vezes, que não para nem pra respirar direito.

São nestes momentos que eu ativo meu lado "meditação-respiração-reflexão" e decido não fazer nada. Mesmo o tédio lá, me provocando, me dizendo: "vá fazer alguma coisa, saia de casa", eu opto pelo ócio e digo: "eu mereço! De vez em quando é bom".

Aí lá vou eu organizar minhas coisas, escrever textos, ler livros, dormir, preparar uma salada original (que não tenho tempo quando estou trabalhando), curtir a companhia (e os comentários) dos meus pais, frente à TV - e se for jogo do Corinthians, como aconteceu hoje, melhor ainda!

Mesmo achando que deveria ir ao cinema, ao teatro, ao "raio-que-o-parta", fico em casa, aproveitando os raros momentos que tenho para não fazer nada que precise sair do lar doce lar. Mas este sentimento de mulher moderna e atarefada que tenho dentro de mim não me deixa quieta por muito tempo. Domingão foi calmo, mas no sábado eu tive de sair e fazer umas comprinhas! rs

E no próximo fim de semana de folga está decidido: não fico em casa um minuto! Afinal, o ócio é bom, mas só de vez em quando...

[Foto retirada do Flickr]

domingo, 17 de janeiro de 2010

Rezem pelo Haiti


Se não bastasse a tragédia que aconteceu no Haiti, muita gente gosta de piorar a situação com comentários infundados e que revoltam. Nesta semana, me indignei com dois em especial e os guardei para comentar aqui no meu blog. (Desculpem o primeiro post do ano ser tão triste, mas é necessário)

O primeiro saiu da boca (que deveria ficar calada) de Sandy Leah. A bonita resolveu comentar o assunto em seu Twitter e, ao receber críticas, chamou o povo de ignorante (!!!). Vamos à tuitada da moça:

“Td bem q a quantidade de vítimas foi bem maior no Haiti do q a de vítimas de catástrofes aqui no Brasil; mas tenho ouvido muuuito mais notícias de gente se mobilizando pra ajudar o Haiti do q eu vi acontecer por aqui. Será q isso é justificável? Não tô querendo desmerecer a tragédia q ocorreu por lá, mas...”

Mas o quê, Sandy Leah? Tá certo que o Brasil tem uma série de problemas e que com a solidariedade do povo conseguimos fazer mobilizações em prol das vítimas das enchentes, por exemplo, mas não se esqueça que lá no Haiti há brasileiros e que, até agora, são 25 mil civis mortos enterrados – número que pode subir muito em poucos dias. Então, a ajuda do Brasil é justificável, sim! Afinal, ainda tem famílias aqui esperando notícias dos seus, que estavam lá, a maioria, inclusive, era de militares em ação pela ONU.

O país caribenho é miserável e uma catástrofe dessas só piora a situação de quem vive por lá. Em seu relato, um repórter da Veja disse que as pessoas estavam tão perdidas sem suas casas, que não sabiam para onde ir e nem onde buscar informações sobre seus entes queridos. Lamentável.

O outro comentário que me indignou saiu da boca do cônsul brasileiro no Haiti, George Samuel Antoine, sem saber que estava sendo filmado, exibido no SBT. Vamos ao comentário:

"A desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui, fica conhecido. Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá f...”

Este é, sem dúvidas, o pior. Quer dizer que a tragédia é culpa da cultura e, consequentemente, da prática religiosa que um povo escolhe para si? Além do comentário ser absurdo e infundado, é preconceituoso.

Deixando de lado essas “desgraças paralelas”, espero que a ONU fiscalize a ajuda que está chegando por lá para que não haja corrupção como desvio de verbas e de doações.

Rezem pelo Hati – bem dizia Caetano em sua música.

Em tempo: Feliz 2010! Que as notícias sejam melhores daqui pra frente!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A internet e as celebridades


Talvez um dos temas mais discutidos da atualidade é “criação” da celebridade instantânea, e isso a internet vem fazendo com maestria. Basta observar o caso Geisy Arruda e seu vestido vermelho.

Lembro que a primeira vez que ouvi falar do caso estava no ônibus e um amigo comentou que viu o vídeo na internet. Fiquei horrorizada com a atitude dos estudantes daquela universidade. E pensar que existam pessoas tão “xiitas” no mundo ainda me espanta.

No dia seguinte, o caso já era notícia em todos os lugares. Geisy, sempre caracterizada com o vestido vermelho, começou a aparecer em diversos programas, entrevistas e afins. Ela era uma personagem – tipo a Mônica que só tem um vestido, o vermelho.

Aí, a situação que era de constrangimento, virou fama e a menina tá tão na moda que qualquer matéria sobre ela “bomba” nos sites de entretenimento! Chegou ao ponto da estudante “anunciar” que fará lipo e diminuirá as bochechas, e isso ser notícia. Como assim?

Com a imagem melhorada por tratamentos que ganhou, Geisy também vai desfilar em uma escola de samba e eu não duvido nada que, em breve, possa estar em uma novela. E ela é apenas um exemplo de “celebridade instantânea”. Aproveite, Geisy, pois seus cinco minutos de fama podem se esgotar, quando outra “pseudo celebrity” aparecer.

sábado, 7 de novembro de 2009

São tantas emoções!


Eu sei que tenho abandonado o blog, gente. Me desculpem! Mas é que a vida resolveu despejar novidades na minha cabeça – umas boas, outras nem tanto – e aí estou tentando me adaptar.

Eu sei que o espaço do blog é sobre a profissão e tals, mas jornalista também tem coração. Nem só de pautas e deadlines vive o homem, não é?

A vida estava tranquila, sabe? Mas aí veio um “boom” de informações e acontecimentos nos últimos meses e ela virou de cabeça para baixo. Hoje, analisando mais friamente, vejo que algumas coisas precisavam ser sacudidas mesmo...

Hoje voltei a pensar mais no futuro, no que quero pra mim. Quando estou trabalhando muito, deixo os acontecimentos me levarem e nem paro para refletir sobre isso. Mas nesta última semana, voltei a pensar em mim e essa reflexão tem me feito um bem danado.

Percebi que por mais que ame meu trabalho, a família, os amigos e o divertimento têm de fazer parte da rotina sempre que possível. Percebi que um abraço, um olhar, uma palavra de reconhecimento por seus esforços, um carinho, não devem passar despercebido.

Percebi que não adianta se estressar se as coisas não acontecem como a gente quer, porque lá na frente a gente percebe que foi melhor assim. Não adianta ter pressa paras as realizações, um dia elas chegam perfeitas como têm de ser.

E na vida profissional também é assim. Há tempos venho batalhando por uma vaga fixa. Entre um frila e outro, vou tentando me fixar, sem ter de ficar procurando empregos de tempos em tempos, mas até agora não rolou. Então, eu decidi que não vou esperar por isso para realizar meus projetos e vou em frente. Uma hora a coisa acontece! (que os anjos digam amém)

Fim de ano chegando, gente! Uhu!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Rabiscando por aí...

Gente, eu ando meio ausente, mas ando rabiscando por aí (rs)! Além dos meus trabalhos remunerados, voltei a me dedicar a um site que me faz muito feliz: o Rabisco. Por um bom tempo as atividades desta revista eletrônica de cultura ficaram paradas, mas, agora a gente voltou com tudo e as matérias estão ótimas!

Me sinto muito feliz por fazer parte deste projeto que me animou muito quando eu tinha acabado de me formar e queria escrever sobre cultura. Fui convidada por um amigo, Rodrigo Herrero, e aceitei na hora!

Fazemos as matérias por paixão, já que não recebemos nada. Ana Lira, uma jornalista recifense, é quem coordena os “rabisquinhos”, como ela gosta de nos chamar.

Cultura é a minha paixão. Amo passar meus finais de semana vendo filmes, lendo livros, indo a shows, ao teatro...então, o site não poderia ser mais convidativo. E, mesmo sendo um site alternativo, o Rabisco já me ajudou muito com portfólio para conseguir frilas e trabalhos.

Então, convido você, amiguinho internauta a prestigiar o nosso trabalho, que está repaginado e com novo layout. Acessem: http://www.rabisco.com.br/

Na edição de reestreia, fiz uma matéria sobre uma exposição de fotos e, nesta nova edição, escrevi sobre o monólogo de Antonio Fagundes, “Restos”. Entrem e fiquem à vontade!

domingo, 6 de setembro de 2009

As biografias e a minha vida


Não tenho uma explicação exata, mas sou vi-ci-a-da em biografias. Também não sei explicar como isso começou, mas de uns anos pra cá tenho devorado livros sobre as vidas de artistas e pessoas importantes ou anônimos com histórias interessantes.

Não resisto uma boa história bem contada. E, neste quesito, meu biógrafo preferido é o Ruy Castro. Fernando Morais eu acho cansativo e a Regina Eccheveria costuma fazer uma grande reportagem resumida, não conta o enredo com destreza.

Mergulhar na história das pessoas, sejam famosas ou não, me faz sempre encontrar pontos em comum com a minha própria história, porque, afinal, somos humanos e sofremos (e aprendemos) com as dúvidas, as incertezas, o amor...

Ah, o amor...ele é sempre o mais esperado de toda a história. Reparem como as pessoas se interessam pela vida íntima das outras. Às vezes é exagerado este interesse, mas a curiosidade na medida....sim, eu sofro desta curiosidade! Não, não saio por aí investigando a vida de ninguém, não, mas gosto de ler sobre o assunto.

Acho que os fatos reais me atraem mais do que a ficção. Na verdade, evito ler ficção e, então, só me restam os livros reportagem e as biografias.

Taí uma coisa que me faz mais jornalista: o interesse pela vida real. E isso se estende para os filmes e peças de teatro. Não que o lúdico não me atraia, mas se encontrar fatos reais nas histórias me sinto mais próxima e, consequentemente, gosto mais.

Para escolher os filmes que quero assistir, me sinto uma estranha no ninho. Enquanto as pessoas correm em busca dos “americanóides”, eu quero ver filmes mais “alternativos” e brasileiros, de preferência.

Eu sou bastante “tupiniquim”. Gosto de música, filme e livro brasileiros. Evito os estrangeiros – principalmente os “americanóides”. Estrangeiro só se for latino ou europeu. Então, vejo que nos cinemas mais próximos de mim, é difícil conseguir isso, tenho sempre de ir ao centro, à Paulista – coisa que adoro fazer.

Valorizo minha cultura e às vezes sou criticada por isso, o que é um absurdo! O brasileiro tem mania de achar que tudo que é nosso é porcaria. Um país que não se valoriza, não cresce...

sábado, 1 de agosto de 2009

A questão do diploma

Olá, leitores! Primeiramente, gostaria de me desculpar com vocês pela ausência, mas o constante fluxo de trabalho não permitiu que estivesse aqui antes para discutirmos a questão do diploma do jornalista.

Já passou mais de um mês que a decisão foi tomada pela Justiça e muitos questionamentos foram levantados sobre isso. Na minha opinião, a questão do diploma não interfere drasticamente no trabalho do dia-a-dia, mas, sim, na valorização da profissão.

O jornalismo passa por um processo de desvalorização há muito tempo e não precisar de uma qualificação profissional para trabalhar aumenta a falta de credibilidade no jornalista. Por outro lado, não acredito que os veículos de comunicação em geral dêem empregos às pessoas que não sabem as técnicas de jornalista, muitas vezes, aprendidas nas universidades.

Em meio ao caos, há um ponto positivo a ser considerado: talvez os novos estudantes escolham a profissão por sentir que têm vocação para tal e não pelo falso glamour que eles acham que ela proporciona ou só para aparecer na TV. Quer ser “leitor de TP”, faça um curso no SENAC, ué?

Quanto ao fato de, sem o diploma, ter pessoas despreparadas circulando nas redações, isso já acontece com diplomados e digo que não é difícil aprender as técnicas jornalísticas. Infelizmente, o trabalho do jornalista é mecânico na maioria dos lugares. Mas, o que não é fácil aprender é a ética profissional. Essa, na minha opinião, é a matéria mais importante em uma faculdade e posso dizer que aprendi muito com os meus professores. Mais do que escrever leads e rever regras de português, aprendi a ser um ser pensante, que questiona, sabe da importância da notícia e de respeitar a sociedade. Mas será que isso ainda é importante para as grandes empresas midiáticas?

Não sei para onde o jornalismo caminha com tantas mudanças sem estrutura e sem base. Sinto que passei quatro anos fazendo um curso que não tem valor para a sociedade, mas também não escolheria outro, pois quem ama o que faz, sabe da importância de se preparar para a profissão.

Acho, porém, que na prática se aprende mais do que nas faculdades, mas isso é assunto para um outro post!

Artigos sobre o assunto:

http://www.fenaj.org.br/diploma/interesse.htm
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=148
http://www.digestivocultural.com/arquivo/nota.asp?codigo=1573