segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A internet e as celebridades


Talvez um dos temas mais discutidos da atualidade é “criação” da celebridade instantânea, e isso a internet vem fazendo com maestria. Basta observar o caso Geisy Arruda e seu vestido vermelho.

Lembro que a primeira vez que ouvi falar do caso estava no ônibus e um amigo comentou que viu o vídeo na internet. Fiquei horrorizada com a atitude dos estudantes daquela universidade. E pensar que existam pessoas tão “xiitas” no mundo ainda me espanta.

No dia seguinte, o caso já era notícia em todos os lugares. Geisy, sempre caracterizada com o vestido vermelho, começou a aparecer em diversos programas, entrevistas e afins. Ela era uma personagem – tipo a Mônica que só tem um vestido, o vermelho.

Aí, a situação que era de constrangimento, virou fama e a menina tá tão na moda que qualquer matéria sobre ela “bomba” nos sites de entretenimento! Chegou ao ponto da estudante “anunciar” que fará lipo e diminuirá as bochechas, e isso ser notícia. Como assim?

Com a imagem melhorada por tratamentos que ganhou, Geisy também vai desfilar em uma escola de samba e eu não duvido nada que, em breve, possa estar em uma novela. E ela é apenas um exemplo de “celebridade instantânea”. Aproveite, Geisy, pois seus cinco minutos de fama podem se esgotar, quando outra “pseudo celebrity” aparecer.

sábado, 7 de novembro de 2009

São tantas emoções!


Eu sei que tenho abandonado o blog, gente. Me desculpem! Mas é que a vida resolveu despejar novidades na minha cabeça – umas boas, outras nem tanto – e aí estou tentando me adaptar.

Eu sei que o espaço do blog é sobre a profissão e tals, mas jornalista também tem coração. Nem só de pautas e deadlines vive o homem, não é?

A vida estava tranquila, sabe? Mas aí veio um “boom” de informações e acontecimentos nos últimos meses e ela virou de cabeça para baixo. Hoje, analisando mais friamente, vejo que algumas coisas precisavam ser sacudidas mesmo...

Hoje voltei a pensar mais no futuro, no que quero pra mim. Quando estou trabalhando muito, deixo os acontecimentos me levarem e nem paro para refletir sobre isso. Mas nesta última semana, voltei a pensar em mim e essa reflexão tem me feito um bem danado.

Percebi que por mais que ame meu trabalho, a família, os amigos e o divertimento têm de fazer parte da rotina sempre que possível. Percebi que um abraço, um olhar, uma palavra de reconhecimento por seus esforços, um carinho, não devem passar despercebido.

Percebi que não adianta se estressar se as coisas não acontecem como a gente quer, porque lá na frente a gente percebe que foi melhor assim. Não adianta ter pressa paras as realizações, um dia elas chegam perfeitas como têm de ser.

E na vida profissional também é assim. Há tempos venho batalhando por uma vaga fixa. Entre um frila e outro, vou tentando me fixar, sem ter de ficar procurando empregos de tempos em tempos, mas até agora não rolou. Então, eu decidi que não vou esperar por isso para realizar meus projetos e vou em frente. Uma hora a coisa acontece! (que os anjos digam amém)

Fim de ano chegando, gente! Uhu!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Rabiscando por aí...

Gente, eu ando meio ausente, mas ando rabiscando por aí (rs)! Além dos meus trabalhos remunerados, voltei a me dedicar a um site que me faz muito feliz: o Rabisco. Por um bom tempo as atividades desta revista eletrônica de cultura ficaram paradas, mas, agora a gente voltou com tudo e as matérias estão ótimas!

Me sinto muito feliz por fazer parte deste projeto que me animou muito quando eu tinha acabado de me formar e queria escrever sobre cultura. Fui convidada por um amigo, Rodrigo Herrero, e aceitei na hora!

Fazemos as matérias por paixão, já que não recebemos nada. Ana Lira, uma jornalista recifense, é quem coordena os “rabisquinhos”, como ela gosta de nos chamar.

Cultura é a minha paixão. Amo passar meus finais de semana vendo filmes, lendo livros, indo a shows, ao teatro...então, o site não poderia ser mais convidativo. E, mesmo sendo um site alternativo, o Rabisco já me ajudou muito com portfólio para conseguir frilas e trabalhos.

Então, convido você, amiguinho internauta a prestigiar o nosso trabalho, que está repaginado e com novo layout. Acessem: http://www.rabisco.com.br/

Na edição de reestreia, fiz uma matéria sobre uma exposição de fotos e, nesta nova edição, escrevi sobre o monólogo de Antonio Fagundes, “Restos”. Entrem e fiquem à vontade!

domingo, 6 de setembro de 2009

As biografias e a minha vida


Não tenho uma explicação exata, mas sou vi-ci-a-da em biografias. Também não sei explicar como isso começou, mas de uns anos pra cá tenho devorado livros sobre as vidas de artistas e pessoas importantes ou anônimos com histórias interessantes.

Não resisto uma boa história bem contada. E, neste quesito, meu biógrafo preferido é o Ruy Castro. Fernando Morais eu acho cansativo e a Regina Eccheveria costuma fazer uma grande reportagem resumida, não conta o enredo com destreza.

Mergulhar na história das pessoas, sejam famosas ou não, me faz sempre encontrar pontos em comum com a minha própria história, porque, afinal, somos humanos e sofremos (e aprendemos) com as dúvidas, as incertezas, o amor...

Ah, o amor...ele é sempre o mais esperado de toda a história. Reparem como as pessoas se interessam pela vida íntima das outras. Às vezes é exagerado este interesse, mas a curiosidade na medida....sim, eu sofro desta curiosidade! Não, não saio por aí investigando a vida de ninguém, não, mas gosto de ler sobre o assunto.

Acho que os fatos reais me atraem mais do que a ficção. Na verdade, evito ler ficção e, então, só me restam os livros reportagem e as biografias.

Taí uma coisa que me faz mais jornalista: o interesse pela vida real. E isso se estende para os filmes e peças de teatro. Não que o lúdico não me atraia, mas se encontrar fatos reais nas histórias me sinto mais próxima e, consequentemente, gosto mais.

Para escolher os filmes que quero assistir, me sinto uma estranha no ninho. Enquanto as pessoas correm em busca dos “americanóides”, eu quero ver filmes mais “alternativos” e brasileiros, de preferência.

Eu sou bastante “tupiniquim”. Gosto de música, filme e livro brasileiros. Evito os estrangeiros – principalmente os “americanóides”. Estrangeiro só se for latino ou europeu. Então, vejo que nos cinemas mais próximos de mim, é difícil conseguir isso, tenho sempre de ir ao centro, à Paulista – coisa que adoro fazer.

Valorizo minha cultura e às vezes sou criticada por isso, o que é um absurdo! O brasileiro tem mania de achar que tudo que é nosso é porcaria. Um país que não se valoriza, não cresce...

sábado, 1 de agosto de 2009

A questão do diploma


Olá, leitores! Primeiramente, gostaria de me desculpar com vocês pela ausência, mas o constante fluxo de trabalho não permitiu que estivesse aqui antes para discutirmos a questão do diploma do jornalista.

Já passou mais de um mês que a decisão foi tomada pela Justiça e muitos questionamentos foram levantados sobre isso. Na minha opinião, a questão do diploma não interfere drasticamente no trabalho do dia-a-dia, mas, sim, na valorização da profissão.

O jornalismo passa por um processo de desvalorização há muito tempo e não precisar de uma qualificação profissional para trabalhar aumenta a falta de credibilidade no jornalista. Por outro lado, não acredito que os veículos de comunicação em geral dêem empregos às pessoas que não sabem as técnicas de jornalista, muitas vezes, aprendidas nas universidades.

Em meio ao caos, há um ponto positivo a ser considerado: talvez os novos estudantes escolham a profissão por sentir que têm vocação para tal e não pelo falso glamour que eles acham que ela proporciona ou só para aparecer na TV. Quer ser “leitor de TP”, faça um curso no SENAC, ué?

Quanto ao fato de, sem o diploma, ter pessoas despreparadas circulando nas redações, isso já acontece com diplomados e digo que não é difícil aprender as técnicas jornalísticas. Infelizmente, o trabalho do jornalista é mecânico na maioria dos lugares. Mas, o que não é fácil aprender é a ética profissional. Essa, na minha opinião, é a matéria mais importante em uma faculdade e posso dizer que aprendi muito com os meus professores. Mais do que escrever leads e rever regras de português, aprendi a ser um ser pensante, que questiona, sabe da importância da notícia e de respeitar a sociedade. Mas será que isso ainda é importante para as grandes empresas midiáticas?

Não sei para onde o jornalismo caminha com tantas mudanças sem estrutura e sem base. Sinto que passei quatro anos fazendo um curso que não tem valor para a sociedade, mas também não escolheria outro, pois quem ama o que faz, sabe da importância de se preparar para a profissão.

Acho, porém, que na prática se aprende mais do que nas faculdades, mas isso é assunto para um outro post!

Artigos sobre o assunto:

http://www.fenaj.org.br/diploma/interesse.htm
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=148
http://www.digestivocultural.com/arquivo/nota.asp?codigo=1573

terça-feira, 30 de junho de 2009

Michael Jackson – Cobertura da Imprensa


Posso dizer que acompanhei bem de perto como foram feitas as coberturas da morte do rei do pop Michael Jackson pela imprensa brasileira e mundial. Mais uma vez, a internet saiu na frente e superou os outros veículos de comunicação.

Em canais como a CNN Internacional, Fox News e BBC London, a notícia ainda era da hospitalização do ídolo, enquanto o site TMZ e, mais tarde, o Los Angeles Time, já confirmavam a morte.

Aqui no Brasil, a notícia foi dada em primeira mão pelo Terra – portal no qual eu fazia a cobertura. Na redação, a adrenalina estava a mil! Fomos o site que mais deu notícias sobre a morte, cerca de 57 notas em 4 horas. Fizemos especiais sobre a carreira, as polêmicas, a vida pessoal e um site especial para o ídolo.

Naquela quinta-feira (25), saí da redação às 3 horas da manhã, mas com o sentimento de missão cumprida. Acredito que nada paga a satisfação de saber que você fez parte de uma equipe unida, que fez um trabalho bem feito.

Ainda estamos nesta cobertura, afinal ainda não se sabe como será o funeral, com quem ficarão os três filhos e todos os desdobramentos desta história, mas, posso falar? Qual é o jornalista que não gosta de participar de uma megacobertura como esta? Por mais que canse, é gratificante!

Sobre Michael, o que tenho a dizer é que perdemos um grande artista. Alguém que não soube lidar com a fama, que perdeu a infância muito cedo e queria voltar a ser criança em sua Neverland. Mas se tornou um grande astro e sua obra, quer gostem ou não, é inegavelmente importante para a história mundial da música, da dança e da inovação do videoclipe.

* Prometo que o próximo post será sobre o diploma de jornalista, ok?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

...

Oi, gente! Sei que ando em falta com vcs, mas estou tendo muito trabalho nos últimos tempos (graças a Deus) e não consigo atualizar o blog!

Mas, em breve, estarei aqui pra gente discutir a não-obrigatoriedade do diploma e outras coisas de jornalista, ok?

Aguardem!

Bjs